Entrevista à imprensa: quem não deve, não teme

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Existem dois tipos de porta-voz com medo da imprensa: um já teve algum desgosto em entrevista mal-sucedida e outro, que nunca se desafiou a dar uma entrevista, acha que é o fim do mundo, sem ao menos ter vivido a experiência.  Para esses dois, nos treinamentos de mídia que aplico, eu sempre digo: ‘quem não deve, não teme’. Se o profissional representa uma marca, e a empresa tem suas operações legais e corretas, não há por que ter medo. Jornalista não é polícia, nem defensor público. Jornalista é porta-voz da sociedade, que vai precisar de uma satisfação, caso o negócio perca o ritmo. Por isso, vale a pena apostar no caminho correto.

Já treinei alguns porta-vozes que disseram: ‘tem procedimentos aqui dentro que eu não concordo. Se eu tiver que dar uma entrevista sobre isso, terei problemas’. É certo que haverá problemas se o representante da marca abrir a boca, antes da hora, ou se se recusar a falar sobre algo em que não acredita. Em nome da coerência e da ética, o profissional que não concorda com uma negociação oculta ou suspeita, vai pedir demissão assim que entender que o rumo da história mudou. A não ser que queira pagar pra ver o circo pegar fogo.

E, para a empresa que considera uma boa estratégia investir na negociata duvidosa, é bom saber (e ter certeza) de que um ‘um dia a casa cai’ e o preço da imagem arranhada pode ser muito maior do que todo o patrimônio já conquistado.

 

 

 

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