Onde ele pensa que vai sem o apoio da mídia?

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Na ação antidemocrática que impediu a participação do NY Times, CNN, BBC e BuzzFeed em coletiva de imprensa,  o governo Trump reforça a guerra contra a mídia que ele mesmo começou e a quem chama de mentirosa. A agência de notícias Associated Press e a revista Times boicotaram o encontro com o secretário de comunicação da Casa Branca Sean Spicer, na última sexta feira (24/02/2017), por causa da postura do governo com os outros veículos.

Nada do que esteja contra o que pensa ou faz é tolerado por ele que troca argumentos consistentes por ataques e toma iniciativas polêmicas que chamam mais atenção ainda. As estratégias de divulgação do presidente da nação poderosa derrubam qualquer orientação profissional sobre relacionamento com a imprensa. Ou ele manda e desmanda na equipe de comunicação ou o grupo acredita que o comportamento truculento pode mesmo vencer o que Trump chama de guerra contra a mídia.

Talvez o empresário que ganhou a Casa Branca queira ser o primeiro governante a se manter firme e forte no poder, mesmo sem o apoio dos jornalistas. Tentando confundir a opinião pública (que votou nele) com iniciativas pouco amistosas e que mostram falta de preparo técnico para administrar, ele coloca em xeque a força dos veículos de comunicação tradicionais e testa a imprensa sempre que pode. Depois do apoio que recebeu no Facebook durante a campanha eleitoral que pode ter sido decisivo para a sua vitória, ele defende o uso das redes sociais como estratégia de comunicação para tentar minimizar o poder de influência dos jornais impressos, especialmente em relação à política.

À frente do próprio perfil no Twitter – um perigo para quem comete ‘sincericídios’ como ele -, Trump condena o New York Times e a rede de televisão CNN à falência e garante que a imprensa norte-amerciana só divulga notícias falsas de propósito para prejudicar a nação. Outros posts polêmicos e que mostram preconceito são redigidos por ele sem filtros e vem causando surpresa e virando notícia a cada semana.

Ele não aceita ser contrariado e não tolera jornalistas.  Até quando acha que conseguirá sucesso à frente do governo sem o apoio da mídia? Se conseguir será um caso único, principalmente no país do escândalo Watergate que levou à renúncia o presidente Richard Nixon, cujas operações corruptas eram acompanhadas de perto pela mídia. Em época de redes sociais, a mídia impressa vai sucumbir ou mostrará seu poder?

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